Palavra do Cliente

Após muito trabalho, apresentei a minha monografia pronta e fui aprovado, agradeço ao pessoal da ClickMonografias pelo belo trabalho em monografias prontas.

CLIENTE - Adilson Gonçalves

NOTÍCIAS E ARTIGOS

COMO ESCOLHER UM ORIENTADOR PARA A MINHA MONOGRAFIA?

A monografia é um processo dialógico entre aluno e orientador. Esse pacto, ao mesmo tempo que confiante deve suprir o código de ética na pesquisa que está sendo elaborada.

Na hierarquia das produções acadêmicas, as monografias de pós-graduação (especialização) situam-se entre os trabalhos de monografias elaborados nos cursos de graduação e entre aquelas produzidas em nível Stricto-Sensu (as dissertações de mestrado e as teses de doutoramento). As monografias de pós-graduação (especialização) não correspondem, contudo, a um objetivo estritamente científico, mas, academicamente, produzem conhecimento a ser valorizado, a ser respeitado e, principalmente, a ser construído através da interlocução entre o corpo docente e o corpo discente, entre orientador e orientando, cujo compromisso, de ambos, deve ser estabelecido por um contrato de trabalho informal, mas suficientemente ético. Um contrato que não se caracterize apenas pelo cumprimento das normas e regulamentos, mas por um compromisso social entre o aluno, a instituição (com seu corpo docente) e a ciência.

Como dito anteriormente, a escrita acadêmica, primeiro, é a interlocução entre orientador e orientando. O orientador tem um poder real de crítica e de veto, que lhe é conferido pela instituição universitária e aceito pelo orientando como parte do contrato. Esta posição de autoridade, administrativamente legítima, costuma ser ainda mais enfatizada pela autoridade intelectual, dado que o orientador é, de fato, mais experiente na área da pesquisa que o orientando (defendeu pelo menos um mestrado e um doutorado, e muitas vezes tem um currículo respeitável em termos de publicações).

Tem-se, portanto, uma combinação potencialmente explosiva de poder real e de idealização, de respeito bem fundado pelas realizações do orientador –que, ao menos na superfície, justificam a escolha pelo orientando – e de um novelo de fantasias extraordinariamente complexo. Nele pode-se discernir condensações entre a figura empírica do professor escolhido e as imagos infantis do aluno que o escolheu; sentimentos de rivalidade e de inferioridade encontram-se mesclados a outros, de gratidão ou de admiração; há a expectativa de ser estimulado, aprovado e amado, juntamente com ansiedades de tipo persecutório – enfim, um coquetel em larga medida inconsciente e cujos ingredientes vão muito além do simples pedido de ajuda para executar uma tarefa difícil.

Quando o orientador escolhe ou aceita um orientando acontece o processo inverso, pois também o orientador deposita expectativas em relação ao orientando. É neste ponto em que se estabelece uma relação entre dois e não de um para outro. Considera-se que o trabalho de pós-graduação advém da necessidade em que ambos, orientador e orientando, estabelecem conexões entre si de maneira em que suas expectativas e frustrações devem ser reconhecidas uns pelos outros.

Entre dois e não de um para outro uma vez que o orientador precisa do orientando para que este lhe diga que ele sabe orientar da mesma forma em que o orientando precisa do orientador para que este lhe diga que ele sabe ser orientado e fazer pesquisa. Entre dois e não de um para outro porque se trata de um vaivém em que orientandos e orientadores se reconhecem e passam a existir uns pelos outros.

O processo da monografia a seguir relatado considera os itens acima expostos e levanta uma questão no que se refere à qualidade, representada pelo processo de orientação. Um processo calcado no entre-dois , ou seja, entre orientador e orientando (não de um para outro), entre palavras e através do discurso produzidos entre eles e de onde a falha produz ciência.

E a produz uma vez que se eleva à reflexão do que ainda não está completo ou sequer existe. Existirá apenas no fim, de trás para diante, com uma mudança de paradigma. O fato é que não se produz conhecimento sem interlocução, qualquer que seja a representação para isso. Um pesquisador solitário, por exemplo, envia seu artigo a uma comissão científica e fica a espera do parecer.

Está aí a interlocução. De outro modo, boa parcela dos pesquisadores apresenta e discute seus temas em ambientes específicos para só depois os submeterem à publicação, o que significa estarem envolvidos não apenas em um, mas em vários processos interlocutórios que desafiam o conhecimento, significando e ressignificando-o, levando-o adiante.

O paradoxo, que surge do esforço para demonstrar que tudo é significante, esforço que se demonstra infinito, transposto à questão da linguagem, evidencia-se no fato de que os enunciados, por mais que cheguem do outro lado, caracterizam-se por significações infinitas e encontra-se, então, na impossibilidade de alcançar o outro naquilo que, de fato, gostaria de ter dito. O que este , que ouve, devolve àquele que fala nunca será exatamente o que ele gostaria de ouvir, poso haver, entre eles, uma rede de significantes que não lhes dizem a mesma coisa. E não lhes dizem a mesma coisa devido ao fato de que a linguagem, por ser representação simbólica e, portanto, tratada por metáforas e metonímias, encontra sentido na particularidade de cada um.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

MARTINS, GA & LINTZ, A. Guia para a elaboração de monografias e trabalhos de conclusão de curso. Editora Atlas, 2000 (exemplar do professor)

RAMIREZ ET AL, Fernanda, Paulo Roberto, João Batista. “O entre-dois no processo monográfico”. Unicamp, disponível em http://www.unicamp.br/fef/publicacoes/conexoes/v2n2/ArtigoFernanda.pdf